ANIMAL JUVENIL FOI VISTO PELAS PRAIAS E É MONITORADO PELO INSTITUTO ORCA
Com cerca de 3 metros, o elefante-marinho passou por três praias da cidade desde terça-feira e apresenta bom estado geral, segundo veterinários e bióloga que acompanham o caso.
Assista à reportagem completa do Jornal Guarapari.
Um elefante-marinho tem visitado as praias de Guarapari e surpreendido os banhistas desde a última terça-feira (3). Quem conseguiu avistar o animal correu para as redes sociais dizendo que se tratava de um leão-marinho, mas o Instituto Orca, que passou a fazer o monitoramento, identificou que, na verdade, é um elefante-marinho, espécie que habita o hemisfério sul, no oceano ao redor da Antártida e em regiões costeiras da Patagônia.
O animal apareceu primeiro na praia dos Adventistas, depois na Praia do Morro e, na manhã desta quinta-feira (5), na praia de Santa Mônica. Um trabalhador da orla foi um dos primeiros a ver o visitante, ainda de longe, por volta das 9h30, cerca de meia hora depois de abrir o restaurante onde trabalha.
“Eu avistei ele de longe aqui, ele foi chegando, chegando, chegou próximo aqui”
Trabalhador da orla de Santa Mônica
Na faixa de areia onde o elefante-marinho parou para descansar, a presença do animal provocou alvoroço, com fotos e filmagens de todos os ângulos. Em algumas imagens, o animal aparenta demonstrar estresse diante das pessoas que chegaram mais perto, o que não é recomendado por especialistas.
Animal ainda é jovem
De acordo com o Instituto Orca, o elefante-marinho que apareceu em Guarapari é juvenil e deve ter no máximo um ano e meio. Ele já atingiu cerca de 3 metros de comprimento, mas a espécie pode chegar a 6 metros. Esses animais aparecem com frequência no litoral capixaba porque a rota migratória que vai para a Patagônia passa pela costa do Espírito Santo.

Por isso, outros indivíduos da espécie podem voltar a aparecer. O Instituto Orca alerta que, se um elefante-marinho ou animal de outra espécie surgir na praia, o importante é não se aproximar, para evitar acidentes, e ligar para o instituto, para que o monitoramento seja feito.
Monitoramento por terra e pelo ar
Depois do assédio dos curiosos, o elefante-marinho descansou nas pedras e, em seguida, voltou para o mar, onde foi acompanhado por três veterinários e uma bióloga do Instituto Orca. A área foi isolada para o monitoramento por terra e pelo ar. As imagens do drone mostraram que, até o momento, o animal apresenta bom estado geral, com comportamento ativo e deslocamento adequado.
“A sensação é maravilhosa você ver assim de longe assim ele chegando”
Trabalhador da orla de Santa Mônica
