JORNADA DO IFES REÚNE 31 ESCOLAS E DESTACA PROTAGONISMO FEMININO NA CIÊNCIA
Estudantes de escolas públicas do sul do Espírito Santo apresentam 78 projetos no campus de Guarapari, com o tema "Ciência delas".
Assista à reportagem completa do Jornal Guarapari.
Começou no Ifes de Guarapari a jornada de ensino, pesquisa, extensão e inovação de 2026. O evento reúne 31 escolas públicas do sul do Espírito Santo, que apresentam 78 projetos científicos. São trabalhos que servem de pontapé inicial para quem quer seguir a vida de pesquisador, e o tema deste ano é "Ciência delas", voltado ao protagonismo feminino na produção do conhecimento.
A organização destaca que algumas áreas da ciência ainda são muito masculinizadas e que é preciso mostrar às mulheres que esse espaço também pode ser ocupado por elas. A ideia é retomar a discussão sobre a presença feminina na pesquisa e incentivar meninas e jovens a seguirem a carreira científica.
“Mulher, o seu lugar é onde você quer estar.”
Organização do evento
Caixa de areia e mapa do oceano
Para acompanhar o tema, o Núcleo de Tecnologia apresentou a contribuição da cartógrafa oceanográfica americana Marie Tharp, que mapeou o fundo do oceano. O trabalho usa uma caixa de areia interativa, que simula em 3D a ação humana na modificação das paisagens naturais. Os alunos mexem na areia, o relevo projetado muda e eles têm uma ideia de como a pesquisadora, com poucos recursos, chegou a um desenho cartográfico tão importante para a época.

Robótica e impressão 3D
Alunos do ensino médio da Escola Estadual Zenóbia Leão levaram à jornada um robô seguidor de linha, programado com Arduino. Ele usa sensores infravermelhos para seguir uma linha preta sobre uma plataforma branca e, numa próxima etapa, deve ganhar um sensor ultrassônico para desviar de obstáculos.
O projeto Ifes Mais Ciência na Escola mostrou como a impressora 3D pode fabricar, por exemplo, peças que não são mais produzidas pela indústria. A manufatura aditiva é indicada para pequenos lotes e para a engenharia reversa de peças difíceis de medir. Na escola, a impressora também produz objetos educacionais e as pecinhas de que os alunos precisam para fazer os robôs funcionarem.

Museu na palma da mão
Outro trabalho apresentado foi um museu interativo do futuro, que permite visitar, pelo celular e sem bilheteria, algumas das principais obras de arte do mundo, como O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli, que hoje está na Galeria Uffizi, em Florença, na Itália. A proposta é dar acesso a todos às obras espalhadas pelos grandes museus.
A jornada ainda terá palestras e debates sobre o protagonismo feminino na ciência. A expectativa da organização é que parte dos projetos apresentados chegue, em algum momento, à comunidade. Por enquanto, o principal benefício é o incentivo a crianças e adolescentes para a prática da pesquisa científica.
