SEM SABER NADAR, O RAPAZ ENTROU EM UM POÇO DE 4 METROS DE PROFUNDIDADE
Jovem de 20 anos, de Cariacica, pulou na segunda queda d'água da Cachoeira do Bravin, em São Félix; corpo foi retirado por mergulhadores de Vitória.
Assista à reportagem completa do Jornal Guarapari.
Um jovem de 20 anos morreu afogado no início da tarde desta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, na Cachoeira do Bravin, na comunidade de São Félix, zona rural de Guarapari. Segundo testemunhas, mesmo sem saber nadar, ele pulou no poço da segunda queda d'água, que tem cerca de 4 metros de profundidade. Ele estava acompanhado de um primo.

O afogamento aconteceu por volta das 13h. O dono da área contou que estava na portaria quando ouviu os gritos e correu até o poço. Ele chegou a mergulhar para tentar resgatar o jovem, mas a correnteza estava muito forte. Uma frequentadora que também aproveitava o feriado relatou momentos de desespero entre os banhistas.
“Já havia uns 15 minutos, eu acho, já que ele já estava submerso. Aí eu tentei, mas só que a correnteza é muito forte, aí não deixa você mergulhar.”
Dono da área
O Corpo de Bombeiros de Guarapari foi ao local, mas a equipe não conseguiu resgatar a vítima por causa da correnteza. Foi preciso acionar uma equipe de mergulho de Vitória, que localizou e recolheu o corpo da água.

“Assim que chegou a equipe especializada com equipamento de mergulho, aí conseguiram submersir e pegaram ele com menos de 1 minuto.”
Dono da área
A vítima saiu de Cariacica com um grupo de cerca de 30 familiares para passar o dia na cachoeira. A excursão foi organizada por um tio do jovem, que não quis gravar entrevista, mas contou que, assim que o grupo chegou, alertou sobre os riscos de mergulhar nas duas quedas d'água que existem ao longo da trilha.
Placas alertam para o risco
Após o afogamento, a trilha foi fechada. O rabecão era aguardado no local para recolher o corpo e encaminhá-lo ao DML de Vitória. O dono da área ressaltou que há placas na trilha alertando sobre os riscos e que o mergulho só é recomendado na parte baixa da cachoeira.

“Uma coisa é você entrar numa piscina de 3, 4 metros de fundura, uma coisa é você entrar numa cachoeira. A cachoeira, um rio, um mar, né? É totalmente diferente. Então o conselho que fica é para não adentrar.”
Dono da área
Ele lamentou o ocorrido e disse que todos ficaram muito abalados com a tragédia. Segundo ele, que conhece o lugar há 30 anos, nunca havia acontecido nada parecido na cachoeira, nem mesmo ferimentos de quem escorrega nas pedras.