MÃE ALERTA PARA IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTIL
Depois de acompanhar o filho em dois tratamentos contra a leucemia, ela leva apoio a outras famílias e ensina a reconhecer os sinais da doença.
Assista à reportagem completa do Jornal Guarapari.
Uma mãe que acompanhou o filho em dois tratamentos contra o câncer faz um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da doença em crianças e adolescentes. Hoje com 16 anos, o jovem recebeu o primeiro diagnóstico aos três anos de idade. A infância deu lugar à rotina de hospitais e a uma espera dolorosa que precisou acontecer duas vezes, com uma recidiva de leucemia.
“Não foi fácil, mas naquele momento que eu recebi aquele diagnóstico, eu só tinha algo para me agarrar. Eu tinha que ser resiliente, receber aquilo não foi fácil, mas ao mesmo tempo eu tinha que colocar a minha fé em prática.”
Mãe do jovem
A mãe conta que os primeiros sinais apareceram durante uma viagem. Enquanto outras crianças brincavam, o filho apresentava grande cansaço, falta de apetite, fraqueza nos ossos, dor nas pernas e uma palidez bastante aparente. O sinal de alerta acendeu e, muito rapidamente, ela e o marido decidiram investigar.
Receber o diagnóstico pela segunda vez também não foi fácil. Ao olhar para trás, ela se lembra da mulher que precisou se fazer forte diante do novo desafio, com uma força que tinha que brotar diariamente, porque o tratamento é muito doloroso. O filho, descrito por ela como um menino muito forte e resiliente, repetia que seria curado novamente e que tudo daria certo.
Sintomas de alerta
A história de mãe e filho serviu de inspiração para um livro escrito por ela. Hoje, ela leva apoio a famílias que passam pela mesma dor e fala sobre a importância do diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento. Ela reforça que pais e responsáveis devem observar sintomas recorrentes, e não episódios isolados, como uma febre passageira.

“A pessoa tem uma febre persistente, sem uma causa aparente, ela tem manchas roxas espalhadas pelo corpo, às vezes aparecem algumas ínguas, né, alguns linfonodos, cansaço, cansaço extremo, dor nos ossos.”
Mãe do jovem
Entre os sinais citados estão ainda dor nos ossos que piora à noite, dor nas pernas e dor abdominal sem causa aparente, além dos olhos muito brilhantes, que podem indicar câncer nos olhos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer pediátrico representa aproximadamente 3% em relação ao câncer de adulto, mas é hoje a doença que mais mata crianças e adolescentes no Brasil.
Hoje, com a medula forte e um futuro todo pela frente, o jovem é a prova viva de que a vida sempre vale a pena. A família também faz um apelo pela doação de medula óssea, lembrando que o gesto pode salvar a vida de pessoas que precisam, como aconteceu na própria história deles, em que o irmão foi o doador.