O EQUIPAMENTO FOI USADO PELA PRIMEIRA VEZ NAS ELEIÇÕES DE 1996
Sem conexão com a internet e protegida por várias camadas de segurança, a urna substituiu a apuração manual e atende mais de 100 mil eleitores em Guarapari.
Assista à reportagem completa do Jornal Guarapari.
A urna eletrônica completa 30 anos. O equipamento foi usado pela primeira vez nas eleições de 1996, quando foi adotado em parte do eleitorado brasileiro. Até então, a contagem dos votos era feita manualmente e podia levar dias ou até semanas, num processo sujeito a erros e à possibilidade de fraude na votação e na apuração.

“Nós tínhamos aquelas mesas onde ficavam as cédulas de votação e a gente esvaziava as urnas, que eram de papelão, e contava e ficava aqueles delegados de partido em volta das mesas, normalmente saíam grandes discussões.”
Representante do TRE
A informatização agilizou a contagem e a divulgação dos resultados. Em 2000, o sistema já estava presente em todo o país e, desde então, novas tecnologias e procedimentos foram incorporados para reforçar a proteção e permitir a fiscalização. Ao contrário do que muita gente pensa, a urna não é conectada à internet: funciona apenas ligada à eletricidade.
“É uma caixa com equipamentos dentro que viabilizam a contabilização do seu voto, a guarda do seu voto, mas ela não tem nenhuma ligação com a internet. Então, ela é inviolável exatamente pela impossibilidade de qualquer hacker invadir.”
Representante do TRE
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil tem mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar. Em Guarapari, são mais de 100 mil. Os números mostram a necessidade de uma estrutura apropriada para garantir à população o direito de exercer a democracia, e a tecnologia trouxe avanço na logística e na agilidade da apuração.

Segurança em camadas
A segurança do voto depende de várias camadas de proteção, como assinatura digital, criptografia dos dados, inspeção e lacração dos sistemas e testes públicos de segurança. Partidos políticos, Ministério Público, OAB e outras entidades autorizadas também podem fiscalizar diferentes etapas do processo eleitoral.
A tecnologia também evoluiu para ampliar a acessibilidade. Recursos de áudio e de Libras ajudam a tornar a votação mais acessível a pessoas com diferentes necessidades, como analfabetos e idosos com problemas de visão ou de compreensão. O desafio é aliar tecnologia, transparência e fiscalização para garantir que a vontade do eleitor seja respeitada.

“Pode confiar, o seu voto vai estar lá. E tanto é que no final a gente expede a fita. Qualquer dúvida, essa fita fica arquivada para o resto da vida.”
Representante do TRE