Cada aréola custa R$ 1.500 no particular, mas o Projeto Borboletas, de Eveline Venturin, faz de graça para quem passou pelo câncer de mama e não pode pagar. Saiba como participar do projeto.
Em pleno Outubro Rosa, o CondeCast recebeu a esteticista micropigmentadora Eveline Venturin, que usa a micropigmentação para recriar o desenho da aréola e do mamilo em mulheres que retiraram a mama por causa do câncer. Na conversa com Ricardo Conde, ela explicou como funciona o procedimento, apresentou o Projeto Borboletas, que atende de graça quem não pode pagar, e reforçou a importância da prevenção.
Micropigmentação de aréola após a mastectomia
Na mastectomia total, a mama é retirada e, em muitos casos, a pele e o mamilo também, porque a região pode estar atingida pela doença. A reconstrução refaz o volume, mas muitas mulheres ficam sem o desenho da aréola. É aí que entra a micropigmentação paramédica: com um jogo de cores em 3D, Eveline cria a ilusão visual da aréola e do mamilo.
O procedimento lembra uma tatuagem, mas é mais superficial e delicado. Leva cerca de uma hora e meia, e a paciente já sai com o resultado pronto. O retorno é em 60 dias, para conferir se o pigmento fixou, e a cor precisa ser retocada a cada dois anos, porque clareia com o tempo. Como a pele usada na reconstrução vem de outra parte do corpo e ainda não tem sensibilidade, o procedimento é praticamente indolor. Eveline só atende depois da liberação do médico. Fora do projeto, cada aréola custa R$ 1.500.
Autoestima e vida após o câncer de mama
Ao fim da sessão, Eveline entrega o espelho à paciente, e o relato que mais ouve é sempre o mesmo: “estou me sentindo completa”.
Existe uma vida maravilhosa após o câncer. Esse procedimento ajuda a mulher a abrir os olhos: estamos vivas, vamos continuar, e eu estou completa de novo.
— Eveline Venturin, esteticista micropigmentadora
O programa exibiu depoimentos de pacientes. Adriana Almeida, que passou por mastectomia total, disse que hoje se vê como “uma mulher completa novamente”. A dermatologista Simone Caliman, que indicou o trabalho de Eveline ao programa, também gravou um depoimento.
Projeto Borboletas: atendimento gratuito
O nome do projeto nasceu da fala de uma paciente que se sentia num casulo, querendo romper. O Projeto Borboletas oferece o procedimento e a revisão de graça para mulheres que não têm condição de pagar, e elas podem voltar quando a cor começar a clarear. Em outubro não há limite de vagas; no resto do ano, Eveline atende por cota mensal, com agendamento prévio. O contato é pelo Instagram ou pelo WhatsApp da esteticista.
Ela lembra que a reconstrução da mama é garantida por lei pelo SUS, mas a micropigmentação não está incluída. Em Guarapari, segundo Eveline, há mulheres que precisam do atendimento, e a notícia do projeto precisa chegar até elas.
Camuflagem de cicatriz, estrias e olheiras
Eveline também faz camuflagem de cicatriz: quando a marca é clara, ela pigmenta com uma cor próxima à da pele. A cicatriz continua lá, mas fica menos visível. Já estrias e olheiras ela não pigmenta de jeito nenhum: o pigmento usado tem muito branco e, com o tempo, amarela, como as geladeiras antigas, sem possibilidade de retirada.
Outubro Rosa e autoexame de mama
Ricardo Conde lembrou que detectar cedo um nódulo ou qualquer alteração na mama torna o tratamento mais eficaz e menos agressivo. Eveline reforçou que o autoexame deve ser feito todo mês, e não só em outubro, porque a doença pode avançar muito rápido.
O CondeCast vai ao ar aos sábados, às 19h, na TV Guarapari e nas redes sociais.